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ARTIGO - A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CONTRATOS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS PARA AS ORGANIZAÇÕES

As incertezas e turbulências do mercado nos dias atuais criam um movimento de altíssima competitividade no qual as organizações almejam diferenciar-se no relacionamento com clientes e consumidores em busca de oportunidades de lucratividade.  

 

É importante observar que estas organizações estão a todo o momento se reinventando estrategicamente, seja através de melhoria dos processos, na inovação tecnológica, no desenvolvimento contínuo de produtos e serviços, além de outras ações na busca para se manterem competitivas e vivas. 


 No Brasil a situação torna-se ainda mais complicada, pois o nosso país ocupa um modesto 57º lugar no ranking mundial de competitividade global o que só faz aumentar o esforço das nossas organizações em todos os sentidos, exigindo ainda mais prontidão, variabilidade, resiliência, foco e compliance frente aos desafios que se impõem. 


Para se ter uma ideia do quanto o ambiente interno não favorece as nossas organizações, basta constatar que apenas 07 (sete) empresas brasileiras encontram-se presentes entre as 500 maiores empresas mundiais e dentre estas empresas ainda se destaca a Petrobrás. 


Quando se fala em esforço de gestão, não se pode excluir a gestão de terceiros. Na média os serviços terceirizados representam um desembolso de 10% a 15% em relação ao faturamento nas grandes empresas no Brasil e o montante dos contratos de serviços ultrapassam os R$ 2 bilhões. Além disso o efetivo de terceiros representa 50% do efetivo total nestas mesmas empresas. Isso faz muita diferença nos resultados, principalmente quando este assunto não é visto e nem tratado com a importância que deveria ser.  


Vale lembrar que no Brasil não há uma legislação própria para a terceirização de serviços, sendo este tema regido pela súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Está em discussão no congresso o PL 4330 para regulamentar a terceirização, apesar das reações que evidenciaram a dificuldade que muitos têm de entender este tema como um avanço nas relações de trabalho. Consequentemente, não se sabe se a aprovação do PL 4330 poderá facilitar ou dificultar as relações com terceiros. Ou seja, provavelmente iremos colocar mais um tijolinho na construção das dificuldades que envolvem os serviços terceirizados. 


Outro ponto importante que precisa ser lembrado é que as fiscalizações dos órgãos públicos sobre as empresas contratantes estão se intensificando, aumentando os riscos de multas, de paralisação das atividades e outras punições.  


Neste cenário, em grande parte das empresas, após a contratação os usuários assumem a gestão dos contratos, ou quando assumem, sem um mínimo de preparo, sem definição de suas reponsabilidades e até mesmo sem um mínimo de conhecimento sobre as cláusulas contratuais, muitas vezes liberando as medições sem uma fiscalização adequada, recorrendo sistematicamente à área de Suprimentos, Tributário, Segurança ou outra área de suporte, não para solicitar ajuda na solução de um problema, mas para se livrar do problema uma vez que a gestão do contrato é sempre considerada uma atividade complementar ou até mesmo periférica às suas funções. Isto é uma das causas fundamentais para o aumento dos custos com serviços contratados, incidência de causas trabalhistas, multas e penalidades fiscotributárias, retrabalho, acidentes de trabalho, danos ambientais, fraudes e outros riscos. 


E quais as consequências que isso pode acarretar? 
Retração nos resultados financeiros, perda de qualidade e produtividade e de competitividade, comprometimento da reputação da empresa ou até mesmo perda de posicionamento no mercado onde atua. 


Estes são alguns pontos de atenção para as empresas brasileiras em relação à importância que se deve dar à gestão dos seus contratos de serviços terceirizados, uma vez que isto é uma realidade já incorporada à rotina das empresas e não tem como retroceder. 


O pior é que muitas empresas ainda não atentaram para isto.  
Pode-se afirmar com uma boa margem de assertividade que, tudo que se ganha de saving num processo de contratação de serviços, se perde ao longo de uma gestão inadequada dos contratos.  
As organizações precisam dar um foco maior na gestão dos seus contratos com terceiros disseminando uma cultura de gestão de contratos com a definição de uma política alinhada à sua estratégia de negócio, redesenho dos seus processos, utilização de ferramentas e recursos de TI para dar suporte à gestão, estruturação de uma governança adequada com a definição clara de papeis e responsabilidades, de forma a criar controles mais rígidos, auditorias constantes, gestores capacitados e liderança efetiva com boas práticas na prevenção de fraudes e demais riscos. 


Os resultados virão com certeza em pouco tempo com a redução dos custos e dos riscos, aumento da produtividade e melhoria no nível de relacionamento com os seus fornecedores.  


Robson Amorin Mendes 
Consultor Especialista em Supply Chain Management 

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